quinta-feira, 30 de julho de 2015

O fio condutor


No exercício cotidiano da vida dos cristãos existe uma marca, que é fundamental e identifica o caminho percorrido, e aqui chamo de fio condutor, que é Jesus Cristo. O importante é fazer como Jesus fez, tendo como fundo principal, a construção de um projeto de vida, de dignidade e de esperança. Esse “fio” é o bem comum, aberto a todas as pessoas e acima de qualquer discriminação.
Sendo Jesus o fio condutor, Ele enxergou a carência do povo de seu tempo e entendeu que estava como ovelha sem pastor. Faltavam guias que lhe dessem segurança e confiança no futuro. Foi o motivo da escolha e do envio dos discípulos. Eles tiveram com objetivo orientar as pessoas no caminho do bem. Os apóstolos e discípulos foram importantes lideranças para conduzir os destinos das comunidades.
O profeta Jeremias critica a atitude dos maus pastores que, em vez de cuidar das ovelhas, deixavam-nas perecer. Esses maus pastores não deixavam as ovelhas desfrutar da segurança, da justiça e da paz. Mas muitos fatos como esse se repetem na história do nosso país, confirmando a prática das injustas, e eminentemente exploradoras, tornando-se caminho de exclusão.
É importante dar-se conta de que Deus age e condena a má conduta dos pastores iníquos. A cultura brasileira tem marcas profundas de pastores despreocupados com os objetivos de sua missão. Na figura dos pastores de Israel, temos hoje líderes religiosos, políticos e lideranças diversas que têm a mesma conduta.
“O Senhor é o meu pastor, nada me faltará” (Sl 23,1). O pastor é aquele que proporciona estabilidade, segurança e serenidade para as ovelhas. É a missão de todos que têm autoridade, de fazer a sociedade e o mundo serem melhores. Não realizando isso, estão ocupando um espaço injustamente e de forma desonesta.
O profeta Jeremias tem uma palavra adequada para os pastores que não agem como “fio condutor”: “Ai de vós, pastores, que dispersam e destroem as ovelhas” (Jer 23,1). Ai dos dirigentes que enganam o povo, administram em proveito próprio e não levam em conta a justiça social.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

CHEGA AO FIM 23ª DA SEMANA DE FORMAÇÃO SEFORC

A 23° edição da Semana de Formação da Catequese (SEFORC) da Arquidiocese de Mariana, chegou ao fim na manhã desta sexta-feira, dia 24 de julho. Realizada no Seminário de Filosofia, em Mariana, a semana termina deixando legados e amadurecendo a concepção da catequese na Arquidiocese  de Mariana.image

Logo pela manhã, às 7h30, os catequistas participaram da missa de encerramento da SEFORC, celebrada pelo coordenador da catequese na Regional Pastoral Mariana Sul, padre Jorge Nato. Em sua homilia, o sacerdote fez uma breve reflexão sobre os caminhos que Deus coloca a nossa disposição e sobre qual devemos escolher. “A catequese tem gerado frutos? Se não, em que podemos melhorar?”, indagou o padre ao dizer que o caminho a seguir, é o caminho que faz a semente crescer e frutificar.
Sueli de Fátima, coordenadora da catequese na Paróquia São João Batista, em Conselheiro Lafaiete, e membro da coordenação Arquidiocesana de Catequese, responsável pela Região Pastoral Mariana Oeste, lembra da primeira semana de formação, em 1993, quando entrou para a Catequese. “Na época, o coordenador Arquidiocesano era o padre Marcelino. Fiz aqui, neste mesmo lugar, o primeiro, segundo e terceiro módulo. Já naquela época, foi uma formação excelente! Cresci muito como catequista e como pessoa, também”.
Sueli faz, ainda, uma comparação entre a formação daquele tempo e a atual. “O que eu percebo é que, cada dia mais, ser catequista é mais desafiador, diante do contexto desta sociedade que nós estamos vivendo agora. O catequista, a cada novo dia, precisa se atualizar. As paróquias e comunidades também estão investindo mais na formação dos catequistas”.
Seguindo a programação do evento, os catequistas participaram da última palestra, apresentada por padre Jorge Nato. Logo depois, seguiram para o almoço que encerrou a SEFORC. Também catequistas e organizadoras da Semana de Formação, Cláudia Susana, Mônica Aparecida e Maria das Graças Assunção, avaliam que 23° edição da formação atingiu os objetivos.
“Nós percebemos que os catequistas que participaram já vieram mais maduros para o encontro, mas mesmo assim, essa convivência entre novoscatequistas e os mais experientes e a troca de conhecimento, ajudou a todos a amadurecer ainda mais”, diz Cláudia. Já Mônica lembra de todo o processo preparatório para a SEFORC, “pra tudo isso acontecer, houve várias reuniões com os representantes das regiões da Arquidiocese e os coordenadores, como o padre Geraldo Souza, que é o coordenador Arquidiocesano da Catequese. Nós pensamos em cada tema que poderia ser trabalhado”.
Maria das Graças ressalta que a SEFORC é realizada, em suma, porque existe uma necessidade de formação dos catequistas, que muitas vezes não tem condições, em suas comunidades e paróquias, de passar por este processo. “Aqui é o momento para fazermos este trabalho. O catequista precisa se informar, precisa ser atualizado e aqui eles tiveram essa oportunidade. Os temas foram pensados para forma-los!”.
A coordenação divulgou uma carta em agradecimento aos trabalhos feitos pelo padre Paulo Nobre, que durante muitos anos ajudou na consolidação e amadurecimento da SEFORC.
Fonte: Catequese da Arquidiocese de Mariana-MG

O CANSAÇO DOS CATEQUISTAS


É normal que a gente encontre por aí catequistas ou evangelizadores em geral que manifestam certo cansaço na realização de seu trabalho. Alguns poderiam até se surpreender, afinal, catequista também cansa? Com certeza todos estamos sujeitos a ficarmos cansados nas mais variadas situações da vida, inclusive em nosso trabalho pastoral. O importante é saber descobrir o que está causando esse cansaço e de que forma estamos lidando com isso.
Para alguns a canseira é consequência da intensidade com a qual vai desempenhando sua missão evangelizadora. Por exemplo, às vezes, por falta de outros catequistas, alguém acaba assumindo mais de uma turma de catequese, e, apesar de sua boa intenção e dedicação, as exigências do trabalho vão ficando sempre mais pesadas... Outras vezes o próprio grupo de catequizandos é mais desafiador do que se imaginava e, apesar da criatividade e boa interação com o grupo, o desgaste vai se acumulando e as forças vão diminuindo...
Para outros a frustração por não conseguir ver os frutos de seu trabalho podem levar, mais do que a um cansaço, a um verdadeiro desânimo, que normalmente é acompanhado daquela vontade de “abandonar tudo” e “sumir”...
Em qualquer um desses casos fica evidente que um bom descanso é necessário para se conseguir recompor as forças e o ânimo! Seriam férias? Seria um Retiro Espiritual? As variedades de descanso são muitas, mas o que importa, realmente é que tal parada nas atividades nunca seja assumida como uma fuga, como um abandono do trabalho evangelizador, sinal da perda do sentido da missão.
O melhor, mesmo, é que esse período de descanso sirva para se refazer as forças e reanimar a própria fé, a própria vida espiritual. Já que ninguém tira férias da condição de cristão batizado e comprometido com o Reino de Deus, seria bom cultivar alguns períodos de silêncio para, na oração, colocar-se em sintonia com Deus e avaliar as motivações de seu trabalho evangelizador.
Afinal, todos os momentos e todos os lugares são sempre boas oportunidades para crescermos na nossa identificação com Jesus Cristo e cultivarmos o espírito de compaixão que tanto marcou sua vida. Assim como ele, também nós temos que estar sempre dispostos a acolher as pessoas necessitadas e revelar-lhes o amor e a misericórdia de Deus.
Aprofundamento a partir da Palavra de Deus: Mc 6,30-34. Convido você a lê-lo com calma, prestar atenção e responder: Por que Jesus convida os apóstolos a irem a um lugar deserto? Consigo perceber que também preciso do meu “deserto”? Quando? Gosto de “tirar férias” de tudo ou sei continuar discípulo missionário de Jesus também durante meu merecido descanso?
Pe. Luís Gonzaga Bolinelli – Assistente Eclesiástico da Comissão AB-C

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Plano de Catequese -Catequese para todos e para todas as idades

1. Histórico
O Plano de Catequese da Arquidiocese de Mariana foi elaborado pelos coordenadores e assessores arquidiocesanos de catequese, com a ajuda preciosa dos coordenadores paroquiais e de todos os catequistas que acompanharam os encontros de formação do Programa “Vinde e Vede”. Sua gênese se deu ao longo de dois anos marcados por várias iniciativas, dentre as quais destacamos: pesquisa sobre a realidade geral do trabalho catequético nas paróquias realizada nos últimos meses de 2003; definição de 2004 como Ano Catequético; encontros arquidiocesanos de coordenadores paroquiais de catequese, em fevereiro e em outubro de 2004; estudo dos cadernos de formação “Vinde e Vede”, acompanhado por, aproximadamente, 8.500 catequistas das cinco regiões pastorais da Arquidiocese de Mariana; encontro com os catequistas que concluíram o IRPAC (Instituto Regional de Pastoral Catequética), em abril de 2005; realização de assembléias regionais de catequese, em todas as regiões, nos meses maio e junho de 2005; elaboração do ante-projeto do plano de catequese a partir dos relatórios resultantes do estudo dos cadernos “Vinde e Vede” e dos relatórios das assembléias regionais de catequese; realização, em duas etapas, da Assembléia Arquidiocesana de Catequese, em julho e em outubro de 2005; várias reuniões da coordenação e dos assessores arquidiocesanos de catequese ao longo destes anos.
O Diretório Nacional de Catequese, desde a sua fase inicial, muito contribuiu para enriquecer e fundamentar o Plano Arquidiocesano de Catequese. Os catequistas, através do Programa “Vinde e Vede” entraram na discussão dos seus principais temas. Por isso, em vários momentos o Diretório é citado no texto, tornando-se seu principal referencial teórico. A discussão nacional em torno da catequese e o interesse da CNBB pela questão fecundaram a construção do Plano Arquidiocesano de Catequese.
O Plano de Catequese foi aprovado pelo CAP (Conselho Arquidiocesano de Pastoral), por Dom Luciano Mendes de Almeida, Arcebispo de Mariana, e pela XIII Assembléia Arquidiocesana de Pastoral, no dia 9 de dezembro de 2005. Definiu-se, então, que sua implantação nas paróquias e regiões se daria de modo gradativo, a começar nos primeiros meses de 2006.
ATENÇÃO-
3. Crianças que ainda não foram batizadas
Tendo em vista a situação especial de crianças que se preparam para receber a Eucaristia e ainda não foram batizadas, propomos aos nossos catequistas as orientações da Igreja referentes ao Rito de Iniciação de Crianças em Idade de Catequese. Tais orientações, de caráter litúrgico-pastoral, se encontram no quinto capítulo do Ritual da Iniciação Cristã de Adultos (RICA).
3.1. O que é iniciação cristã
Ainda hoje, em nossas comunidades, ressoa forte e suave o convite de Jesus: “Vinde e Vede”. Como outrora aos discípulos, hoje ele nos chama a sermos seus amigos e colaboradores na construção do Reino.
Àqueles que desejam encontrar, conhecer, amar e seguir Jesus Cristo, a Igreja, desde as suas origens, propõe um itinerário semelhante ao que o Mestre exigiu dos discípulos. “Então eles foram e viram onde morava, e permaneceram com ele aquele dia” (Jo 1,39): o encontro com Cristo exige uma caminhada – “então eles foram” –, o conhecimento da moradia dele – “e viram onde morava” – e sua permanência junto dele para segui-lo no amor a Deus Pai e aos irmãos.
O encontro com Cristo se insere no dia-a-dia da vida e tem a força de transformá-lo em algo belo e inesquecível, mudando definitivamente o rumo da nossa existência cristã. Esta caminhada progressiva em direção ao mistério de Cristo, realizada em etapas que alimentam e celebram a fé, é denominada Iniciação Cristã.
3.2. Etapas da iniciação cristã de crianças
O rito de iniciação está estruturado em três etapas: Rito de instituição dos catecúmenos, Escrutínios ou Ritos Penitenciais e Celebração dos Sacramentos de Iniciação.
3.2.1. Rito de Instituição dos Catecúmenos
É a celebração de acolhida da criança no processo de iniciação cristã, diferente daquela outra em que todas as crianças da catequese são acolhidas e apresentadas à comunidade. O rito de instituição dos catecúmenos, ao contrário, deve ser celebrado diante de um pequeno grupo de pessoas: pais ou responsáveis, a família, os colegas do grupo catequético. Na iniciação de crianças dessa idade, não é desejável a presença de toda a comunidade paroquial; basta que esteja representada.
Convém realizar a celebração na igreja ou em outro local adequado que proporcione às crianças uma experiência profunda de acolhida. Pode-se, então, preparar este rito no horário e local do próprio encontro catequético. O catequista, ou outro ministro convidado, pode presidir a celebração, não sendo necessária, apesar de importante, a presença do sacerdote. Esta celebração pode acontecer no início da terceira ou da quarta etapa do programa Vinde a Mim.
A estrutura da celebração encontra-se no Ritual de Iniciação Cristã de Adultos, incluindo a descrição de todos os ritos e leituras bíblicas. Cada paróquia ou comunidade deve ter o seu Ritual para o uso dos catequistas. É fundamental que a coordenação de catequese acompanhe a progrmação e preparação desta celebração.
3.2.2. Ritos Penitenciais
Os ritos penitenciais são muito importantes no processo de iniciação cristã das crianças e devem ser celebrados em data próxima à celebração do Batismo, pois é preciso que as crianças apresentem maior maturidade na vida de fé e desejo de serem batizadas. Uma medida louvável é fazer coincidir este rito com a celebração do sacramento da Penitência das crianças que já são batizadas e se preparam para a Primeira Comunhão Eucarística. Ou seja, no mesmo dia da primeira confissão individual das crianças batizadas acontece o Rito Penitencial para as crianças que serão batizadas. È importante que pais e padrinhos, bem como os colegas do grupo catequético, participem desta celebração.
3.2.3. Celebração do Batismo
Sempre que possível, o Batismo seja celebrado na Vigília Pascal, ou no domingo, dia em que a Igreja comemora a ressurreição do Senhor, dependendo da maturidade de fé das crianças e do planejamento catequético. Outro momento apropriado para o Batismo é o dia da celebração da Primeira Comunhão Eucarística daqueles que já foram batizados, ou ainda em um domingo próximo. Tudo depende da programação paroquial e da orientação do pároco. O Ritual de Iniciação Cristã de Adultos apresenta os ritos próprios da celebração do Batismo.
3.3. Observações importantes
1) A quem se destina este Rito?
A crianças que não foram batizadas, mas já atingiram a idade da razão e da catequese, ou seja, elas possuem a capacidade de conceber e nutrir sua fé. Ainda não podem ser tratadas como adultos, pois dependem dos pais ou responsáveis e sofrem a influência dos companheiros e da sociedade.
2) Qual o papel dos pais ou responsáveis?
Exercem um ministério importante durante a iniciação de seus filhos. São os responsáveis pela sua introdução na comunidade dos fiéis e devem oferecer a eles auxílio e exemplo de vida cristã. A permissão dos pais ou responsáveis é necessária para a iniciação e futura vida cristã dessas crianças.
3) Como se dá a iniciação destas crianças?
A iniciação divide-se em etapas e tempos que são enriquecidos com determinados ritos litúrgicos. O ideal é que tudo aconteça em sintonia com as etapas já estabelecidas para o próprio grupo catequético. Deste modo, evidencia-se com mais clareza o caráter comunitário da iniciação não só para a criança “não batizada”, mas também para aquelas que já receberam a graça batismal.
4) O que acontece após a celebração do Batismo?
Começa o tempo de ajuda aos recém-batizados a fim de que sejam firmes na fé e sintam-se integrados à família de Deus, a Igreja. Nesta etapa atuam ativamente todos os fiéis, sobretudo os pais, padrinhos Este é o tempo da mistagogia ou inserção mais profu

quinta-feira, 5 de março de 2015

Início de Quaresma

quaresmaComeçamos mais uma caminhada de quarenta dias, quando teremos a oportunidade de renovar nosso processo de conversão, acreditando na possibilidade de mudança nas nossas práticas de vida cristã. A Quaresma, no momento de instabilidade da vida humana, é tempo propício para renovação batismal, de novas chances no despertar da confiança das pessoas em Deus.
A conversão supõe criar intimidade com Deus, que é justiça e bondade. Ele nos acolhe em seu íntimo e nos dá possibilidade para uma vida mais feliz e realizada. Em vez de destruição, como aconteceu no dilúvio, caminhamos para a salvação, para uma consciência purificada, totalmente livre e comprometida com o bem e com a vida pascal, acontecida em Cristo ressuscitado.
Deus é como a arca que salvou Noé e seu povo dos perigos das águas do dilúvio. Este é o sentido do batismo, que vai sendo revigorado em todo período quaresmal, dando novo comportamento e dimensão para a vida de fé. É muito necessário para fortalecer o cristão no seu inadiável compromisso de transformação da sociedade.
 Estamos sempre enfrentando as pressões do mal que pairam sobre a sociedade, e que têm muitas faces. Não é fácil ser autêntico e comprometido com as causas do bem. Dependemos das forças do alto, da presença de Deus em nossa vida, pois, a missão de Jesus começa com a vitória sobre o mal.
A Quaresma começa com o término do carnaval, na 4ª Feira de Cinzas, quando saímos do tempo de fartura, de muitas festas, para começar um tempo de penitência. Com isto lembramos os quarenta dias de Moisés no monte Horeb e a penitência de Jesus no deserto da Palestina, preparando-se para o anúncio do Reino do Pai.
O momento é oportuno para a pessoa deixar para trás as preocupações mundanas e ir ao encontro das que são do alto, de volta para Deus. A meta a alcançar é a Páscoa do Senhor, a alegria do Cristo ressuscitado e presente na história e na vida das pessoas que, sinceramente, O encontram.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba. 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Campanha da Fraternidade: igreja e sociedade



A Campanha da Fraternidade (CF) de 2015 traz como tema “Fraternidade: Igreja e sociedade” e lema “Eu vim para servir” (cf. Mc 10,45). A escolha desse tema teve como objetivo inserir a campanha nas comemorações do jubileu do Concílio Vaticano II, com base nas reflexões propostas pela Constituição Dogmática Lumen Gentium e pela Constituição Pastoral Gaudium et Spes, que tratam da missão da Igreja no mundo. Podemos dizer que a eclesiologia e o esforço pela renovação da Igreja perpassam não apenas esses dois, mas todos os documentos do concílio, o qual foi eminentemente eclesiológico. A própria CF nasceu dos esforços de renovação suscitados pelo Vaticano II. Lembramos que as primeiras campanhas propuseram uma temática mais eclesial e depois houve uma série de campanhas de temática social, manifestando uma compreensão da Igreja como servidora da sociedade e da humanidade para a promoção da justiça do Reino de Deus. Na campanha de 2015, temos a oportunidade de englobar as duas dimensões: qual Igreja e qual sociedade queremos? Uma Igreja a serviço da sociedade que almejamos, a sociedade desejada pelo próprio Cristo: justa, fraterna, solidária, com vida digna e em abundância para todos.

Ao longo da história, a Igreja havia se distanciado desses anseios nascidos do evangelho. A inspiração de João XXIII para convocar o Vaticano II constituiu uma oportunidade de reaproximação. O concílio foi uma volta às fontes bíblicas e patrísticas e uma busca de superação do embate, da rejeição mútua entre Igreja e modernidade. Essa volta às fontes permite a elaboração de uma eclesiologia de comunhão, de cunho sacramental, que tem como ponto de partida e de chegada a Santíssima Trindade e Cristo “luz dos povos”.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

CATEQUESE: DESAFIOS E PERSPECTIVAS


A caminhada da catequese ao longo dos séculos sempre se deu em meio a luzes e sombras, desafios e perspectivas. Hoje não é diferente. Ao contemplarmos nossa    realidade, sentimos a necessidade de algumas mudanças. Em muitas comunidades de
nossa diocese, ainda existe uma catequese que segue o modelo escolar. Há uma sensação de que ela parece ser uma aula. O próprio ambiente onde a catequese acontece muitas vezes faz lembrar uma sala de aula: cadeiras, classes, giz, quadro...
Catequistas são chamados de ‘professores’ e os catequizandos, por sua vez, são os ‘alunos’. A Bíblia nem sempre é usada como fonte para a catequese. O grande fenômeno é o desaparecimento de adolescentes e jovens após a recepção dos sacramentos. Não se criam vínculos com a comunidade. Há pouca formação para
catequistas, salvo algumas iniciativas localizadas. Tudo isto se apresenta como desafio para a catequese. Não queremos ser pessimistas, mas também não queremos ocultar a realidade que se mostra perante nossos olhos.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Amados Catequistas

COMEMORAR O NATAL É.....

IR AO ENCONTRO DO MENINO QUE VEM AO NOSSO ENCONTRO POR NOS AMA, A TODOS SEM EXCEÇÃO. ESTE ENCONTRO ENTRE O CRIADOR E A CRIATURA LIBERTA A HUMANIDADE DA SOLIDÃO E DO VAZIO, DANDO UM NOVO SENTIDO À VIDA. NÃO ESTAMOS SOZINHOS E NEM ABANDONADOS; DEUS ESTA CONOSCO!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Família de Nazaré

família de nazaréA identidade cristã do Natal está na pessoa de Jesus Cristo, o alvo primeiro da Família de Nazaré. Nascendo de Maria, o Menino Jesus foi “confortavelmente” colocado numa manjedoura, num cocho onde os animais eram tratados e cuidados pelos pastores. Lugar simples, mas usado com todo carinho e amor por sua genitora.
Aquela que se apresenta como “... a serva do Senhor...” (Lc 1,38) gera a Palavra, “Palavra que era Deus” (Jo 1,1), mas agora se torna pessoa, na Pessoa de Jesus Cristo. É isso que faz do Natal uma Festa de tamanha importância no mundo cristão, que conseguiu fazer história e atingir também a sociedade civil com uma tônica comercial.
Nasce em Belém um Rei-Pastor, que teve como meta a construção de um Reino marcado pela justiça e pela paz. Reino da humildade, da simplicidade e da acolhida. Foi Rei diferente daqueles conhecidos até então, sem privilégios e evidências econômicas. Tinha como marca indelével a valorização da pessoa e sua dignidade.
Com a Família de Nazaré, a começar com o nascimento de Jesus em Belém, tem início uma nova humanidade, que vai se concretizando em Nazaré, tendo sua culminância em Jerusalém, quando entrega sua vida ao Pai no alto da cruz. De Nazaré não era esperado nada de bom, mas tudo mudou a partir daí.
A palavra Jesus significa “Deus salva”. Ele é o “Emanuel” no dizer do profeta (Is 7,14), é o Deus conosco para elevar a criatura humana à uma dignidade que ultrapassa os limites do humano. Em tudo isso está o valor da celebração do Natal, indo além de simples festa de nascimento e de concorrência frenética do comércio.
Falar de Natal significa pensar na família como dom de Deus, de participação no poder criador, gerador e salvador da humanidade. Lamentamos o esvaziamento e a perda de valores que afetam nossas famílias nos últimos tempos. Isto é preocupante porque perdemos referências cristalizadas de construção do bem na caminhada histórica da humanidade. A nova cultura vem desconstruindo a família tradicional.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Caminhar com esperança


adventoNa espera do Natal fazemos a trajetória do Advento. Talvez pudéssemos, analogicamente, pensar no sopro, no vento, chegada do vento, ou até, caminhada para o grande sopro de Deus, como aconteceu no Antigo Testamento, no tempo da criação, quando Ele soprou no ser humano o “sopro da vida”. Jesus é o sopro da Palavra que era Deus e estava em Deus e agora se torna pessoa humana.
Estamos em tempo de preparação, fazendo um caminho de esperança. Depositamos confiança em muitas coisas do mundo, mas nem sempre conseguem trazer-nos verdadeira realização, muito menos, a esperança. Só Deus é capaz de nos dar segurança e perspectiva de vida duradoura. É o tempo da busca, da conversão, de encorajamento e confiança no amor misericordioso do Senhor.
É importante ter a consciência de que somos conduzidos pelas mãos do Senhor. Só assim somos habilitados para vencer as grandes barreiras e dificuldades da vida. Natal significar que o Senhor vem ao nosso encontro para resgatar as pessoas indefesas de muitas situações ameaçadoras da vida. Por isto é um tempo de benção.
O momento é de vencer as resistências num horizonte de liberdade e de ilimitada responsabilidade no caminho da esperança. É uma questão de fé, de convencimento de que Jesus Cristo nasce para trazer vida, superando todas as fragilidades que acompanham a humanidade. Sua convocação basilar é a conversão, capacitando as pessoas para atos de reconciliação através do perdão.
O nascimento de Jesus é uma nova criação, tempo de graça e libertação, de realização de um projeto que fora anunciado pelos profetas. Uma das expressões antigas que revela a riqueza do caminho de esperança diz: “Dar-vos-ei coração novo, porei no vosso íntimo espírito novo, tirarei de vosso peito o coração de pedra e vos darei coração de carne” (Ez 36,26).
O caminho da esperança deve ser de mais santidade, mais justiça, mais prática de solidariedade, mais amor, mais respeito etc. Deve ser também de combate ao consumismo e de busca de poder. Precisamos saber viver, porque para Deus mil anos são como um dia. Tudo passa menos o amor.
Dom Paulo Mendes Peixoto

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Argila e oleiro

Argila e oleiro

argila e oleiroDizer alguma coisa sobre argila e oleiro significa falar de trabalho, manipulação ativa do que é possível modificar para realizar o que é planejado. É como o barro nas mãos de quem tem habilidades e criatividade para transformá-lo em objetos úteis para as pessoas. O barro pode ser matéria prima para peças das mais variadas formas de embelezamento dos ambientes.
Deus, em Jesus Cristo, é o grande oleiro, que consegue transformar a vida das pessoas e as educa para viver a prática dos objetivos do Reino. É o que deve acontecer com o cristão no tempo do Advento, em preparação para o Natal. Como barro nas mãos do Senhor, a pessoa é moldada para que o nascimento do Senhor encontre espaço em seu coração, numa manjedoura para acolhê-Lo.
Moldar significa preparar e vigiar. É o contrário de adormecer e ficar numa atitude de seduzido pelas propostas maldosas do mundo. O desânimo diante das inseguranças e das dificuldades de hoje não ajuda. O indiferentismo tem sido um mal na vida de muitas pessoas. É o famoso “deixar para ver o que vai acontecer”. Com isto pecamos por omissão.
Há uma desolação nacional provocada por tantos atos de desmando, tanta violência e insegurança. Só Deus é capaz de trazer ânimo e incentivo para o agir das pessoas, que também devem ser oleiros na transformação do mundo. É preciso recuperar a esperança que anda tão desgastada, ferida e perdida diante de atitudes destruidoras das condições de vida digna.
A esperança está em Deus, em quem resgata a vida dos pobres, acolhe, perdoa e redime. Os justos são os que depositam confiança Nele e têm a sensação de estar entregues nas mãos do Senhor. Eles se deixam moldar como a argila, porque Deus é o oleiro e as pessoas são obras de suas mãos.
É importante a fidelidade a Jesus Cristo, superando todo tipo de egoísmo farisaico que impede práticas de autenticidade e transparência. Ser também capaz de rejeitar propostas atraentes e enganosas, assumindo ações de amor-serviço e não de exploração de bens públicos e de pessoas desavisadas.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Advento



"Estarei preparando a tua chegada como o jardineiro prepara o jardim para a rosa que se abrirá na primavera". (Paulo Freire)

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

UM POUCO DE HISTÓRIA DA CATEQUESE A PARTIR DO CONCÍLIO VATICANO II

Mesmo antes do Concílio, já começou um processo de renovação, especialmente de renovação de métodos mais pedagógicos e didáticos.
O Concílio Vaticano II (1962-1965) atualizou a visão de Igreja, de liturgia, das relações com o mundo. Não falou explicitamente sobre catequese, mas a nova visão questionou intensamente o seu conteúdo e, em 1971, foi publicado o Primeiro Diretório da Catequese.
Em 1974 houve o Sínodo sobre a Evangelização no Mundo, seguido, em 1975, pela Exortação Apostólica “Evangelii Nuntiandi” (Paulo VI).
Em 1977 houve um Sínodo sobre Catequese, seguido, no mesmo ano, pela Exortação Apostólica“Catechesi Tradendae” (João Paulo II)
Em 1997 foi publicado o novo Diretório Geral da Catequese.

Em nível Latino Americano
Em 1968 foi feita uma Assembléia dos Bispos da América Latina e Caribe, em Medellin (Colômbia) que renovou substancialmente a catequese neste continente, partindo da situação do homem latino americano, com a opção preferencial pelos pobres.
Em 1979 houve outra Assembléia em Puebla (México) que reafirmou a opção preferencial pelos pobres, acrescentando a opção preferencial pelos jovens e a atenção pela religiosidade popular.
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Em nível do Brasil
Em 1983, influenciado pelos sínodos e documentos, por Medellín e Puebla, foi publicado o documento “Catequese Renovada” (Nº 26) da CNBB, depois de uma longa preparação. Foi um verdadeiro “mutirão” por causa do intercâmbio com as bases da catequese em todos os regionais. Houve mais de 30 edições deste documento. A Primeira Semana Brasileira de Catequese, em 1986, espalhou o documento por todos os cantos do Brasil, o que desencadeou um grande entusiasmo pela renovação catequética.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Catequese com jovens: desafios e esperanças


Diante das características da pós-modernidade mencionadas, apresentamos alguns desafios que a catequese não pode evitar, a não ser a preço de ver a fé cristã ignorada pelos jovens e pelas gerações futuras.
.1. Desafio da interioridade

O indivíduo pós-moderno já não pode fiar-se numa ordem das coisas, como nos tempos de outrora. Vivemos hoje no terreno da incerteza identitária. Nossos jovens se encontram alienados das antigas pertenças familiares, sociais, religiosas ou políticas. Para a maioria dos jovens hoje, o desafio não é tornar-se um agente sociotransformador (como na modernidade), mas assumir-se inteiramente como sujeito, construindo uma identidade confiável para si, numa verdadeira fidelidade a si mesmo (VILLEPELET, 2009, p. 64). Trata-se de assumir sua singularidade, sua individualidade, ou ainda, sua unidade, sua integridade e sua diferença, tornando-se sujeito de si mesmo. Num mundo complexo, onde as pessoas podem ser o que elas quiserem ser, nossos jovens se encontram expostos a todos os ventos, pois seus alicerces axiológicos se apresentam abalados.

A catequese não está sem recursos no trabalho de desenvolvimento da interioridade. A experiência de Deus que a catequese comunica – especialmente por meio da meditação, da oração, da acolhida da palavra de Deus, do mergulho no mistério – possibilita ao cristão transitar nesse ambiente sem receios. O amor de Deus revelado em seu Filho, que o ato catequético dá a conhecer, mostra-se como grande aliado nessa construção. Deus é íntimo ao coração e se revela a nós nas profundezas de nossa interioridade. A catequese não deve, pois, ter receio de trabalhar a dimensão espiritual da relação com Deus por meio da oração e da contemplação, as quais permitem perceber sua presença no mais íntimo do ser.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

AULA ou ENCONTRO?


Pode parecer uma pouco de implicância minha, mas, me incomoda um bocado quando alguém diz que dá "aula" de catequese ou é "professor" de catequese. A mim parece que a catequese se reduz simplesmente a um processo de ensino-aprendizagem.
Além do mais "aula de catequese" é redundância. Catequese já é o ato de ensinar, assim como a palavra aula. É como dizer: "Vou dar aula de aula".
Sim, a catequese é ensino de certa forma, só que além de Ensino da fé e da doutrina da nossa Igreja, é também, um ENCONTRO de pessoas, entre aquele que tem uma vivência um pouco maior da fé e aquele que pretende se aprofundar nela.
No dicionário encontramos algumas definições de "aula":
- A aula é o horário de estudo de uma turma na escola, em que se pretende um processo de aprendizagem. Também pode ocorrer fora de escolas, como em aulas de ginástica, música, culinária, tele-aulas, aulas não presenciais, aulas particulares, entre outras.
- Do latim aula, "aulé", significa palácio, sala onde se recebem lições, classe, lição. Antigamente, seriam os locais para onde os discípulos eram conduzidos para que recebessem o conhecimento. Popularmente a palavra ‘’’aula’’’ pode ser usada para referir diversos objetos: o local que contém os meios (livros, mesas, quadro-de-giz, e outros) e pessoas (alunos e professores) necessários à realização da aula; período estabelecido em que aluno e professor dedicam-se ao processo ensino-aprendizagem na escola; o momento em que dedica-se à aquisição de algum conhecimento, ou simplesmente a execução de alguma tarefa coordenada (Ex: uma aula de ginástica aeróbica em uma academia).

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Viver a plenitude do hoje


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Uma estória para refletir:
Um monge estava na cozinha lavando pratos, quando lhe aparece o anjo da morte para levá-lo à eternidade. O monge lhe diz: Agradeço ao Senhor Ter-se lembrado de mim. Mas olha aí a montanha de pratos. Não quero parecer ingrato, mas será que a eternidade não pode esperar um pouquinho até eu acabar o serviço?  O anjo concordou e se foi. Dias mais tarde, estava o monge no jardim, quando veio de novo o mensageiro da eternidade. O monge lhe diz: Dá uma olhada nas ervas daninhas. Se eu me for agora, elas vão ficar aí atrapalhando a plantação. A eternidade não poderia esperar um poucomais? E outra vez o anjo se foi. Meses mais tarde se preparava para atender um doente com febre alta, lá vem o anjo da eternidade. Dessa vez eles nem se falam, o monge apenas mostra os incontáveis doentes que precisa socorrer. O anjo não discute e vai embora.
Anos mais tarde, envelhecido e doente, o monge se recorda do anjo e pede que o Senhor o envie para buscá-lo. Nem bem terminara a oração, lá estava o anjo. Aliviado, o monge explica: Pensei que tivesses esquecido de mim ou que estivesses zangado porque te fiz esperar. Agora estou pronto e te peço: leva-me contigo para a eternidade. Com ternura o anjo lhe diz: Levar-te para a eternidade? E onde pensas que estavas?  Quando lavavas os pratos, cultivavas o jardim e cuidavas dos doentes, tu já estavas na eternidade e não sabias. Mas agora saberás: neste mundo começa o que será eternamente.
(CRUZ, Therezinha M. Lima da. Este mundo de Deus. Educar para a espiritualidade do cotidiano. São Paulo, Paulus, 1999, p. 36-37)
- O que podemos aprender com essa estória?
- Contemple seu dia-a-dia e tente perceber sinais de plenitude, de eternidade.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Quebra-cabeças na catequese

O quebra-cabeças é um jogo simples, que pode animar a reflexão do grupo. Ele pode ser usado como apoio para qualquer tipo de reflexão. Damos um exemplo para um grupo que está iniciando um trabalho e precisa se conhecer melhor:

1. O(a) catequista escolhe uma figura ou um cartaz grande e sugestivo, e que tenha a ver com o assunto central do encontro; corta essa figura em pedaços irregulares e os distribui aos presentes. Depois coloca no quadro, ou no chão, uma folha vazia, do tamanho da figura recortada, com o desenho da forma dos pedaços distribuídos.
2. Cada pessoa é convidada a colocar na folha vazia o seu pedaço de figura e, ao mesmo tempo, a se apresentar e dizer o que espera do encontro.
3. Ao final, o grupo é convidado, dois a dois, a fazer um cochicho a respeito dos sentimentos que a figura desperta.
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Se você quer fazer uma reflexão em pequenos grupos, isso pode ser feito a partir de vários quebra-cabeças simultâneos. Para desenvolver o trabalho, providencie algumas figuras que possam ser recortadas, colas, pincéis e papel para cartaz.
1. Selecione várias figuras significativas (cenas bíblicas, fatos da comunidade ou gravuras e fotos de fatos concretos) relacionadas ao tema que vai ser refletido. Cada figura será repartida em 4 partes (ou mais, conforme o tamanho do grupo) e cada parte de uma mesma figura terá, nas costas, o mesmo sinal de identificação (número, letra, cor...).
2. Os pedaços serão distribuídos ao grupo. Cada pessoa deverá procurar os que têm pedaços com o mesmo sinal que o seu e formar com eles um grupo.
3. Cada grupo monta a sua figura, cola-a numa folha, reflete sobre o que ela comunica, e faz com ela um cartaz para apresentar em plenário. Se a coordenação achar melhor, a reflexão pode ser orientada com perguntas que liguem a figura ao assunto do dia.
4. É possível distribuir cenas bíblicas já recortadas, pedir ao grupo de crianças (ou catequistas, ou adultos, jovens) para montar o quebra-cabeças e em seguida ler o texto bíblico que corresponde a cena (pode ser uma mesma cena bíblica e o texto bíblico corresponde para todos os grupinhos ou não). Depois refletir sobre o texto, o grupo pode também ler o texto, mostrar a imagem montada e ser convidado a fazer um gesto, usar uma música e outros, para expressar a mensagem tirada do texto.
Fonte: catequese hoje.

domingo, 21 de setembro de 2014

Maneiras de apresentar o texto bíblico na catequese


-Contar, em suas palavras, uma passagem Bíblica que para isso se preste (a história de Zaqueu, algum conto do A.T...) sem acrescentar nem omitir nada (fidelidade ao texto).
- Ler o texto previamente reelaborado (numa redação mais acessível), substituindo palavras ou expressões de difícil compreensão por outras mais fáceis, mantendo também absoluta fidelidade ao conteúdo da passagem Bíblica.
Convém dizer que a passagem se encontra na Bíblia mas que foi feita nova redação para que seja mais fácil compreender.  O uso de edições mais populares da Bíblia ajuda muito.
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- Proclamar o texto tal como se encontra na bíblia, quando se percebe que o grupo (catequizandos) tem capacidade de entendê-lo.
-Apresentar o texto em forma de jogral, com a participação ativa dos catequizandos.
-Proclamar a Palavra em forma de diálogo quando a passagem bíblica se presta para esta forma, isto é, quando diversas personagens falam no texto(ex: Lc 19,1-10 -narrador, Jesus, Zaqueu, fariseus).
-Ler uma primeira vez o texto, deixando alguns momentos de silêncio( para a Palavra de Deus penetrar no coração das crianças); em seguida, fazer nova proclamação. Esta maneira é útil principalmente quando o texto é pequeno.
- Apresentar, em poucas palavras, o texto que será lido; sugerir que cada criança vá até à Bíblia, colocada em destaque na sala, aberta na página em que está a passagem que vai ser lida, ponha a mãozinha sobre o livro e faça sua acolhida (ex: Que esta Palavra oriente o meu caminho). Em seguida, a Palavra de Deus será proclamada.
Na catequese, é preciso que a Palavra de Deus seja “proclamada”. Proclamar não é simplesmente ler. É, em primeiro lugar, procurar assimilar o conteúdo do texto Bíblico, entusiasmar-se por ele e tentar comunicá-lo aos outros. Requer preparação remota(formação bíblica) e preparação próxima( leitura e meditação do texto que vai ser lido).

Equipe do Catequese Hoje

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

O QUE É CATEQUIZAR?

A palavra catequizar está estritamente ligada à palavra catequese como ato de instruir, fazer perceber, fazer ressoar, ecoar... É a maneira de conduzir pessoas a um encontro com O Mestre, Jesus Cristo. A catequese hoje nos adverte para que o ato de catequizar não esteja apenas ligado ao modo de ensinar um catecismo, mas ensinar a ter um amadurecimento progressivo da fé que nos conduz ao discipulado de Cristo. Madre Maria Helena tem uma frase que diz um pouco disso: “Ser catequista é ser jardineiro de gente”. Catequizar, portanto, é isso, cuidar da planta da fé que nasce do jardim de Deus, cujos jardineiros somos nós catequistas.
CATEQUIZAR é, antes de qualquer coisa, ter o que oferecer ao outro. Subentende-se que quem catequiza já está catequizado, daí a importância de se catequizar com a vida, com o testemunho e com tudo o que a Igreja propõe para melhor conduzir e promover o encontro do catequizando com Cristo. Catequizar é uma arte... seja você um artista!
Pe. Carlinhos

Catequistas da Arquidiocese de Mariana-MG
Noite de confraternização- SEFORC

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

CHAVES DA BIBLIA

Chaves da BíbliaNo coração da Bíblia, há cinco mensagens que nos ajudam a entender a Palavra de Deus. são cinco chaves que abrem o tesouro da Bíblia. Leiam com atenção os textos citados.
DEUS FALA PELA VIDA.
A Bíblia traz a mensagem de Deus para as pessoas,
Ele tem falado em todas as épocas e de diversas maneiras: pelos fatos da vida do povo de Deus, por atitudes humanas e, pessoalmente, em Jesus Cristo (ler Hb 1,1-2)

Deus tem um recado para nós. Ele fala ao coração de cada pessoa usando a linguagem da vida. Deus é revelado pelo testemunho de vida de quem vive na justiça e no amor.
A Bíblia nos ajuda a refletir sobre os fatos da vida Sl 77(78), 1-4. os fatos são as palavras que Deus usa para se comunicar conosco.

Para entender bem o recado, é preciso conhecer profundamente a vida. observando a vida, a gente se torna capaz de ouvir e responder ao chamado de Deus (Hb 2,1)