segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Advento



"Estarei preparando a tua chegada como o jardineiro prepara o jardim para a rosa que se abrirá na primavera". (Paulo Freire)

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

UM POUCO DE HISTÓRIA DA CATEQUESE A PARTIR DO CONCÍLIO VATICANO II

Mesmo antes do Concílio, já começou um processo de renovação, especialmente de renovação de métodos mais pedagógicos e didáticos.
O Concílio Vaticano II (1962-1965) atualizou a visão de Igreja, de liturgia, das relações com o mundo. Não falou explicitamente sobre catequese, mas a nova visão questionou intensamente o seu conteúdo e, em 1971, foi publicado o Primeiro Diretório da Catequese.
Em 1974 houve o Sínodo sobre a Evangelização no Mundo, seguido, em 1975, pela Exortação Apostólica “Evangelii Nuntiandi” (Paulo VI).
Em 1977 houve um Sínodo sobre Catequese, seguido, no mesmo ano, pela Exortação Apostólica“Catechesi Tradendae” (João Paulo II)
Em 1997 foi publicado o novo Diretório Geral da Catequese.

Em nível Latino Americano
Em 1968 foi feita uma Assembléia dos Bispos da América Latina e Caribe, em Medellin (Colômbia) que renovou substancialmente a catequese neste continente, partindo da situação do homem latino americano, com a opção preferencial pelos pobres.
Em 1979 houve outra Assembléia em Puebla (México) que reafirmou a opção preferencial pelos pobres, acrescentando a opção preferencial pelos jovens e a atenção pela religiosidade popular.
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Em nível do Brasil
Em 1983, influenciado pelos sínodos e documentos, por Medellín e Puebla, foi publicado o documento “Catequese Renovada” (Nº 26) da CNBB, depois de uma longa preparação. Foi um verdadeiro “mutirão” por causa do intercâmbio com as bases da catequese em todos os regionais. Houve mais de 30 edições deste documento. A Primeira Semana Brasileira de Catequese, em 1986, espalhou o documento por todos os cantos do Brasil, o que desencadeou um grande entusiasmo pela renovação catequética.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Catequese com jovens: desafios e esperanças


Diante das características da pós-modernidade mencionadas, apresentamos alguns desafios que a catequese não pode evitar, a não ser a preço de ver a fé cristã ignorada pelos jovens e pelas gerações futuras.
.1. Desafio da interioridade

O indivíduo pós-moderno já não pode fiar-se numa ordem das coisas, como nos tempos de outrora. Vivemos hoje no terreno da incerteza identitária. Nossos jovens se encontram alienados das antigas pertenças familiares, sociais, religiosas ou políticas. Para a maioria dos jovens hoje, o desafio não é tornar-se um agente sociotransformador (como na modernidade), mas assumir-se inteiramente como sujeito, construindo uma identidade confiável para si, numa verdadeira fidelidade a si mesmo (VILLEPELET, 2009, p. 64). Trata-se de assumir sua singularidade, sua individualidade, ou ainda, sua unidade, sua integridade e sua diferença, tornando-se sujeito de si mesmo. Num mundo complexo, onde as pessoas podem ser o que elas quiserem ser, nossos jovens se encontram expostos a todos os ventos, pois seus alicerces axiológicos se apresentam abalados.

A catequese não está sem recursos no trabalho de desenvolvimento da interioridade. A experiência de Deus que a catequese comunica – especialmente por meio da meditação, da oração, da acolhida da palavra de Deus, do mergulho no mistério – possibilita ao cristão transitar nesse ambiente sem receios. O amor de Deus revelado em seu Filho, que o ato catequético dá a conhecer, mostra-se como grande aliado nessa construção. Deus é íntimo ao coração e se revela a nós nas profundezas de nossa interioridade. A catequese não deve, pois, ter receio de trabalhar a dimensão espiritual da relação com Deus por meio da oração e da contemplação, as quais permitem perceber sua presença no mais íntimo do ser.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

AULA ou ENCONTRO?


Pode parecer uma pouco de implicância minha, mas, me incomoda um bocado quando alguém diz que dá "aula" de catequese ou é "professor" de catequese. A mim parece que a catequese se reduz simplesmente a um processo de ensino-aprendizagem.
Além do mais "aula de catequese" é redundância. Catequese já é o ato de ensinar, assim como a palavra aula. É como dizer: "Vou dar aula de aula".
Sim, a catequese é ensino de certa forma, só que além de Ensino da fé e da doutrina da nossa Igreja, é também, um ENCONTRO de pessoas, entre aquele que tem uma vivência um pouco maior da fé e aquele que pretende se aprofundar nela.
No dicionário encontramos algumas definições de "aula":
- A aula é o horário de estudo de uma turma na escola, em que se pretende um processo de aprendizagem. Também pode ocorrer fora de escolas, como em aulas de ginástica, música, culinária, tele-aulas, aulas não presenciais, aulas particulares, entre outras.
- Do latim aula, "aulé", significa palácio, sala onde se recebem lições, classe, lição. Antigamente, seriam os locais para onde os discípulos eram conduzidos para que recebessem o conhecimento. Popularmente a palavra ‘’’aula’’’ pode ser usada para referir diversos objetos: o local que contém os meios (livros, mesas, quadro-de-giz, e outros) e pessoas (alunos e professores) necessários à realização da aula; período estabelecido em que aluno e professor dedicam-se ao processo ensino-aprendizagem na escola; o momento em que dedica-se à aquisição de algum conhecimento, ou simplesmente a execução de alguma tarefa coordenada (Ex: uma aula de ginástica aeróbica em uma academia).

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Viver a plenitude do hoje


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Uma estória para refletir:
Um monge estava na cozinha lavando pratos, quando lhe aparece o anjo da morte para levá-lo à eternidade. O monge lhe diz: Agradeço ao Senhor Ter-se lembrado de mim. Mas olha aí a montanha de pratos. Não quero parecer ingrato, mas será que a eternidade não pode esperar um pouquinho até eu acabar o serviço?  O anjo concordou e se foi. Dias mais tarde, estava o monge no jardim, quando veio de novo o mensageiro da eternidade. O monge lhe diz: Dá uma olhada nas ervas daninhas. Se eu me for agora, elas vão ficar aí atrapalhando a plantação. A eternidade não poderia esperar um poucomais? E outra vez o anjo se foi. Meses mais tarde se preparava para atender um doente com febre alta, lá vem o anjo da eternidade. Dessa vez eles nem se falam, o monge apenas mostra os incontáveis doentes que precisa socorrer. O anjo não discute e vai embora.
Anos mais tarde, envelhecido e doente, o monge se recorda do anjo e pede que o Senhor o envie para buscá-lo. Nem bem terminara a oração, lá estava o anjo. Aliviado, o monge explica: Pensei que tivesses esquecido de mim ou que estivesses zangado porque te fiz esperar. Agora estou pronto e te peço: leva-me contigo para a eternidade. Com ternura o anjo lhe diz: Levar-te para a eternidade? E onde pensas que estavas?  Quando lavavas os pratos, cultivavas o jardim e cuidavas dos doentes, tu já estavas na eternidade e não sabias. Mas agora saberás: neste mundo começa o que será eternamente.
(CRUZ, Therezinha M. Lima da. Este mundo de Deus. Educar para a espiritualidade do cotidiano. São Paulo, Paulus, 1999, p. 36-37)
- O que podemos aprender com essa estória?
- Contemple seu dia-a-dia e tente perceber sinais de plenitude, de eternidade.