terça-feira, 30 de julho de 2013

Começa a Semana de Formação para coordenadores de catequese

Cerca de 100 catequistas da arquidiocese participam da Semana de Formação para Coordenadores de Catequese em Mariana. A SEFORC teve início na tarde desta segunda-feira, 22, e se estenderá até a próxima sexta-feira, dia 26. Os coordenadores de catequese estão reunidos no Seminário de Filosofia para debater temas como a catequese com crianças, o Plano Arquidiocesano de Catequese, a iniciação cristã de adultos, entre outros.

Os trabalhos foram abertos com a participação do padre José Geraldo de Oliveira falando sobre a importância dos Grupos de Reflexão na Arquidiocese de Mariana. Padre José Geraldo, que também é assessor da Pastoral da Comunicação (Pascom) na arquidiocese mostrou como devem ser os encontros dos grupos, sua formação, objetivo e dinâmica de oração. À noite, os coordenadores participaram da primeira missa do encontro.

Na manhã desta terça-feira, 23, os catequistas discutem sobre o Plano Arquidiocesano de Catequese, a catequese com crianças (Vinde a Mim) e, o assessor arquidiocesano da Dimensão Catequética, padre Paulo Vicente Nobre, reflete o tema “O líder que eu quero ser”. Na sequência dos trabalhos, ao longo da tarde o grupo ainda debate sobre o tema da iniciação cristã e catequese com adultos e a catequese crismal (Preparai o Caminho 3). À noite, em sintonia com a Jornada Mundial da Juventude, rezarão missa na intensão da JMJ.

A SEFORC segue até a sexta-feira com inúmeras atividades e diversos temas que serão debatidos e estudados pelos coordenadores ao longo desses dias. Entre eles, “Liturgia e Catequese”, “Psicologia das idades e “Organização e coordenação de catequese”.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Conhecer os interlocutores da catequese Criança de 0 a 03 anos

    


Acreditamos que o grande desafio que temos enfrentado nos últimos tempos, nos encontros de catequese, é o de conhecermos as pessoas a quem vamos transmitir uma mensagem, catequizar. A catequese tem cada vez mais ampliado os seus interlocutores, por isso, precisamos pensar em uma catequese do ventre materno à pessoa idosa. Precisamos superar a idéia de uma catequese apenas para as crianças com o objetivo do sacramento somente (CR, n. 131)

A catequese deve ser compreendida como processo ou itinerário, caminho que uma pessoa percorre ao longo da sua vida, de sua história, “Tal processo procurará unir fé e vida; dimensão pessoal e dimensão comunitária; instrução doutrinária e educação integral; conversão a Deus e atuação transformadora da realidade; celebração dos mistérios e caminhada com o povo” (CR, n.29). 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Sua Humildade, o Papa Francisco



Ele chegou a Roma, para o conclave, levando consigo o cheiro do povo latino-americano, as dores e esperanças dos humildes e sofredores, o anseio de quem sonha com uma Igreja simples e profética. Não constava na lista dos ‘papáveis’ e nem nas bolsas de apostas.  Não estava entre os ‘favoritos’. (Os que apostam não contavam com o Espírito Santo).
Em um conclave rápido, a surpresa: o novo papa vem do “fim do mundo” (expressão do próprio). Mas isso era só o começo das surpresas. Muito boas, diga-se de passagem. Em primeiro lugar, o nome. Francisco não é um nome, dizia alguém. É um projeto de vida.
Não quis receber o cumprimento dos cardeais no ‘trono’ do papa. Preferiu ficar de pé. “Somos todos irmãos”! Quando teve de sentar no trono quase caiu. Como a dizer: isso não é pra mim!
Os sapatos pretos com cadarços – que havia recebido de presente antes de viajar, em vez dos vermelhos, caros. A recusa das mitras pontifícias. A maneira como se apresentou aos fiéis que lotavam a praça: batina branca simples, sem a mozeta (capa vermelha) sobre os ombros, sem estola bordada, a cruz de ferro… Não surgiu como alguém que acabara de ser eleito para um dos ‘cargos’ mais importantes do mundo. Com olhar grave e sereno expressou a seriedade e a grandeza do ministério que estava para assumir. Depois, o gesto elegante e evangélico de se inclinar e pedir a bênção, a oração do povo. Em vez do latim, a saudação na língua local: “buona sera”; e a oração na mesma língua. Apresenta-se como bispo de Roma, não como papa, como sumo pontífice.

segunda-feira, 4 de março de 2013

SER PRESENÇA


                  Na seara midiática, somos presença na vida das pessoas, mas de forma muito mecânica. Aí não sentimos o “calor humano”, o olhar nos olhos e a proximidade corpo-a-corpo. O mundo globalizado encurtou as distâncias e distanciou as pessoas. Com isto perdemos a dimensão rica e fundamental da vida de comunidade fraterna.
No entender dos crentes, Deus sempre marcou presença na história dos povos. É uma presença fundante, que dá sustentação para a existência das criaturas e questiona a pessoa humana quanto à prática do bem. No meio de crises, desastres e catástrofes da natureza, Deus nos convoca para acolher e respeitar a vida.
Ser presença é ser capaz de acompanhar as mudanças da história, ser capaz de adaptar-se às novas mentalidades sem perder aquilo que é essencial, isto é, a vida com dignidade. Não podemos cair na infertilidade, no descompromisso com o bem comum. Ser infértil é ser presença que não consegue entender o valor da vida.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

CAMPANHA DA FRATERNIDADE


Explicação do Cartaz CF 2013

A igreja, ao iniciar esta caminhada quaresmal, tem os olhos fitos na cruz, donde emana a comunicação do amor de Deus por nós, na entrega de Jesus Cristo, para que nele tenhamos a vida (cf. Jo 10,10). Este gesto do Senhor é redentor, pois Ele vence todos os males e mortes que nos afligem nos salva e descortina para nós um horizonte de esperança expresso no rosto da jovem.

A cruz convida à fraternidade entre todos os povos, raças e nações, representações pelas diferentes cores e linhas que a percorrem. As tags, vistas no alto do cartaz, acenam para a comunicação rápida, a circulação de informação e as novas ambiências para encontros, as quais devem ser perpassadas pela mensagem libertadora da cruz e contribuir para o projeto de uma sociedade justa e solidária, segundo o Reino.

A Igreja com essa Campanha, cujo tema é "Fraternidade e Juventude", chama a atenção para os desafios dos jovens na edificação do projeto de Deus, dentro do contexto de mudança de época. É um período marcado pela instabilidade dos critérios de compreensão e dos valores (DGAE, n. 20), pelas novas possibilidades de interação e desigualdade de oportunidades, com forte reflexo na vida dos jovens, quer das cidades, quer do campo.

A jovem, de braços abertos em forma de cruz, representa os que são transformados pela jovialidade comunicada pela ressurreição de Jesus, a boa nova por excelência, que nos fortalece. É com esse vigor que a jovem responde ao chamado de Deus, repetindo as palavras do profeta Isaías: "Eis-me aqui. Envia-me!" (Is 6,8).