quarta-feira, 14 de maio de 2014
A Iniciação cristã
Iniciação cristã é o processo para conhecer e participar na vida da comunidade cristã que é a Igreja. O homem se sente atraído por essa comunidade que lhe oferece seu mistério: o projeto de salvação que Deus realiza em Jesus Cristo. Segundo a tradição, "iniciar nos mistérios cristãos" quer dizer "iniciação no Verbo". Como na experiência humana e religiosa, também aqui a linguagem adequada é a simbólica.
Desde os tempos mais antigos a Igreja reconhece o Batismo, a confirmação e a Eucaristia como etapas indispensáveis da caminhada necessária para se ingressar na comunidade e, dentro dela, se vivenciar o Cristo: é por isso que estes sacramentos têm o nome de sacramentos de iniciação cristã.
Os sete sacramentos, como expressões e alimento da fé, introduzem os homens no mistério de Cristo e da Igreja. Em sentido amplo pode-se afirmar que os sete “iniciam no cristianismo". Há, porém, três sacramentos chamados de "'iniciação", porque se celebram no processo seguido para que o homem, movido pela palavra, professe publicamente sua fé e participe da vida da comunidade dos fiéis. Estes sacramentos são o Batismo, a Confirmação e a Eucaristia.
BATISMO: entrada na comunidade de Jesus Cristo
terça-feira, 29 de abril de 2014
O pão nosso de cada dia
“Pão” tem diversos sentidos na Bíblia. O primeiro em que se pensa é o pão, nosso alimento de cada dia. Ensinando o “Pai-Nosso”, Jesus nos ensina a pedir o pão material. É interessante observar que Jesus nos ensina a pedir o “pão de cada dia”. Basta para hoje o sustento diário. Isto nos faz lembrar a passagem do povo pelo deserto, quando Deus fez chover o maná do céu e disse: “Eu farei chover do céu pão para vós. Cada dia, o povo deverá sair para recolher a porção diária” (Ex 16,4). Também podemos observar que pedimos o pão nosso, não só o pão para mim.
Este pedido já nos confronta com o problema da fome que atinge tanta gente. Pedindo o pão nosso, estamos diante da exigência de trabalhar para que todos tenham seu pão, seu alimento diário.
O Pão da Palavra, a Torá
Na Bíblia, a Palavra de Deus, a Torá, é chamada “pão”.
Quando Jesus foi tentado no deserto e ficou com fome, o diabo lhe disse: “Se és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães!” Jesus respondeu: “Não se vive somente de Pão, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4,3-4).
Lemos, no Profeta Amós: “Eis que virão os dias em que enviarei fome sobre a terra, não uma fome de pão, nem uma sede de água, mas a fome e sede de ouvir a Palavra do Senhor” (8,11).
No livro de Ezequiel lemos que, numa visão, Deus disse ao profeta: “Filho do homem, come o que tens diante de ti. Come este rolo e vai falar à casa de Israel”. Eu abri a boca e ele me fez comer. Eu o comi, e era doce como mel em minha boca (Ez 3,1-3).
O próprio Jesus é o Pão Vivo.
O Evangelho de João aborda todo o capítulo 6 sobre Jesus, Pão da Vida.
segunda-feira, 17 de março de 2014
Quebrar potes
Há uma tribo indígena cuja especialidade é a cerâmica. Lá, quando um cacique idoso vai passar pra outro a função, oferece ao que está chegando o vaso mais bonito e precioso que confeccionou durante toda a sua vida. O novo cacique recebe o vaso, o quebra, o mói e, misturando água, faz argila e modela um vaso novo. O velho cacique não vê isso como uma afronta ou desrespeito. Entende que o outro irá conservar a essência, a substância, a Tradição, mas lhe dá uma nova forma.
Na vida e na fé deve acontecer o mesmo. Não podemos abrir mão da essência, mas a vida exige novas formas. O Espírito Santo continua a agir e suscitar coisas novas. Mesmo porque as transformações do mundo o exigem. “Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21,5).
Jesus disse a Simão: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16,18). Deve estar claro que ‘pedra’ é só o fundamento, o alicerce. Essa base é a fé que Pedro revela na pessoa de Jesus e na proposta do Reino. A Igreja não pode ser toda ‘petrificada’, pronta, acabada. Pedro chega a falar que somos ‘pedras vivas’ (cf. 1Pd 2,5), mas tudo o que é vivo se transforma, se desenvolve.
segunda-feira, 10 de março de 2014
Na Quaresma, renovar as promessas do Batismo
Na Quaresma, renovar as promessas do Batismo, pede Papa
No Angelus deste domingo, 9, Papa Francisco concentrou-se sobre a passagem do Evangelho que relata as tentações que Jesus sofreu no deserto. Ele recordou que a Quaresma é um tempo propício para um caminho de conversão, confrontando-se sinceramente com este trecho do Evangelho.
Francisco explicou que a tentação procura desviar Jesus do projeto de Deus, tentando fazê-lo escolher um caminho fácil de sucesso e poder. Foram três os tipos de tentação, conforme explicou o Papa: o bem-estar econômico, o estilo espetacular e mirabolante e o atalho do poder e do domínio.
Jesus resistiu às tentações e reiterou a determinação de seguir o caminho estabelecido pelo Pai. Em suas respostas, conforme explicou o Santo Padre, Cristo lembra que “não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4, 4; cfr Dt 8, 3).
“Isto nos dá força, apoia-nos na luta contra a mentalidade mundana que reduz o homem ao nível das necessidades primárias, fazendo-o perder a fome daquilo que é verdadeiro, bom e belo, a fome de Deus e de seu amor”.
O Papa ressaltou ainda que, ao ser tentado, Jesus não dialogou com Satanás, mas refugiou-se na Palavra de Deus, atitude que deve ser um exemplo também para os dias de hoje. “No momento da tentação, das nossas tentações, nada de argumentos com Satanás, mas sempre defendidos pela Palavra de Deus! E isto nos salvará”
Lembrando que a Quaresma é tempo propício para a conversão, Francisco convidou os fiéis a renovarem as promessas do Batismo, renunciando a Satanás e a todas as suas obras e seduções.
Após a oração mariana, desejou um rico caminho quaresmal para todos.
No Angelus deste domingo, 9, Papa Francisco concentrou-se sobre a passagem do Evangelho que relata as tentações que Jesus sofreu no deserto. Ele recordou que a Quaresma é um tempo propício para um caminho de conversão, confrontando-se sinceramente com este trecho do Evangelho.
Francisco explicou que a tentação procura desviar Jesus do projeto de Deus, tentando fazê-lo escolher um caminho fácil de sucesso e poder. Foram três os tipos de tentação, conforme explicou o Papa: o bem-estar econômico, o estilo espetacular e mirabolante e o atalho do poder e do domínio.
Jesus resistiu às tentações e reiterou a determinação de seguir o caminho estabelecido pelo Pai. Em suas respostas, conforme explicou o Santo Padre, Cristo lembra que “não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4, 4; cfr Dt 8, 3).
“Isto nos dá força, apoia-nos na luta contra a mentalidade mundana que reduz o homem ao nível das necessidades primárias, fazendo-o perder a fome daquilo que é verdadeiro, bom e belo, a fome de Deus e de seu amor”.
O Papa ressaltou ainda que, ao ser tentado, Jesus não dialogou com Satanás, mas refugiou-se na Palavra de Deus, atitude que deve ser um exemplo também para os dias de hoje. “No momento da tentação, das nossas tentações, nada de argumentos com Satanás, mas sempre defendidos pela Palavra de Deus! E isto nos salvará”
Lembrando que a Quaresma é tempo propício para a conversão, Francisco convidou os fiéis a renovarem as promessas do Batismo, renunciando a Satanás e a todas as suas obras e seduções.
Após a oração mariana, desejou um rico caminho quaresmal para todos.
quinta-feira, 6 de março de 2014
CATEQUISTA EM FORMAÇÃO
Em 1964, parte significativa dos bispos brasileiros, em sintonia com os ventos renovadores que vinham do Concílio, queriam aproveitar o momento rico do Tempo da Quaresma, tempo de conversão e penitência, para convocar os católicos a participarem de uma reflexão que começava por rever e atualizar os próprios conceitos de Conversão e Penitência, até então muito ligados à ideia de sacrifícios físicos e mortificação dos sentidos.
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